Assuntos ambientais chave a incorporar na política de frotas

Assuntos ambientais chave a incorporar na política de frotas

Peter Ewerstrand é responsável na Volvo Cars por assegurar que a empresa se mantenha competitiva no campo ambiental, particularmente no que se refere a baixas emissões de dióxido de carbono.

 

Há muito tempo que o ambiente se vem afirmando como um dos valores fulcrais na Volvo. Temos feito muito em prol do desenvolvimento de processos de produção ambientalmente optimizados.

As nossas fábricas e oficina de pintura lideram a indústria quando se trata da minimização de emissões e subprodutos residuais, sem beliscar a eficiência produtiva. Demos também grandes passos na melhoria da climatização e atmosfera no interior do habitáculo.

Desde que o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas apresentou as conclusões da sua investigação no sentido da existência de uma ameaça de alteração climática global em resultado de gigantescos níveis de emissões de dióxido de carbono, que a indústria dos transportes, que é parte do problema, tem estado sob a mira dos meios de comunicação social.

Existem milhões de proprietários de automóveis e, consequentemente, são as suas escolhas como consumidores que determinam até que ponto os seus veículos terão impacto no clima.

A consciencialização de que os consumidores em geral e que as grandes frotas podem afectar o ambiente em função da sua escolha de automóveis, tem fomentado o interesse por veículos com menor consumo e emissões de dióxido de carbono mais reduzidas.

Como se sabe, desde há muito que a Volvo sustenta que os automóveis devem ter espaço suficiente para uma família inteira e ser seguros. Isto significa que os nossos automóveis possuem um peso médio superior aos veículos de fabricantes que produzem essencialmente modelos de menor dimensão. Os automóveis Volvo sempre foram altamente competitivos no que toca a consumo numa comparação de peso directa, quilo por quilo, mas é possível que subsista a ideia de que gastam muito devido ao seu tamanho e peso relativos.

Fomos por isso confrontados com um grande desafio quando nos incumbiram de, mantendo o conforto e a segurança dos nossos automóveis, simultaneamente reduzir drasticamente o seu consumo de combustível.

Para além disso, devíamos também ser mais eficientes em termos de custos. O que podíamos então fazer com a nossa gama de motorizações existente enquanto aguardamos que outras alternativas terminem os seus ciclos de desenvolvimento?

Podíamos fazer muito, como se veio a comprovar!

Actualmente, a Volvo é dona de uma gama de veículos ecológicos verdadeiramente competitiva, estando em condições de oferecer alternativas amigas do ambiente em praticamente toda a gama de modelos.


Mas não nos satisfazemos em apenas colher os louros e descansar sobre eles. O objectivo implica a redução das emissões de CO2 dos nossos motores em 5 gramas por ano. É uma meta ambiciosa, mas estamos certos de estar à altura. Estamos por isso ainda no início desta caminhada rumo às emissões zero.

Definimos então três níveis: 120 g, 140 g e 160 g. Estes não são valores estáticos; iremos gradualmente reduzi-los à medida que nos formos tornando melhores na redução do consumo.

O nosso novo modelo “crossover”, o XC60. Este modelo pesa um pouco mais do que os restantes, apresenta maior resistência aerodinâmica e a sua resistência ao rolamento é também mais pronunciada. Acresce a isto o facto de possuír também um motor de maiores dimensões relativamente às outras variantes DRIVe.

O 2.4D que equipa o XC60 possui um turbo simples e debita 175 cv mas – talvez mais relevante ainda – não fica abaixo dos 420 Nm de binário. Por outras palavras, trata-se de um motor bastante potente, mas em que o consumo se fica pelos 6,0 litros/100 km, com emissões de dióxido de carbono de 159 g/km. Na verdade, o melhor nível no segmento.

Este automóvel possui tracção às rodas dianteiras, o que contribui para o menor consumo. E integrámos também a eficiência acrescida do novo motor diesel, baixando a fricção interna e reduzindo as perdas ao nível das bombas no motor, minorando ainda a quebra de pressão nos sistemas de admissão e escape. A pressão de alimentação foi reforçada com a última geração de bombas de alta pressão e a arquitectura de injecção foi aperfeiçoada mediante recurso a um sistema piezo eléctrico.

Após o verão deste ano introduzimos a V70, que foi mais uma etapa atingida da nossa escala: menos de 140 g.  

Este veículo está equipado com um motor diesel de 1,6 litros e caixa de velocidades manual. Esta linha motriz é a mesma dos modelos mais pequenos, mas adaptámos o software do motor e afinámos as terceira, quarta e quinta relações.

Para além disso, equipámos as viaturas com pneus de baixo atrito para menor resistência ao rolamento e existe agora uma bomba de direcção eléctrica que, de forma mais precisa e eficiente em termos de energia, fornece exactamente o grau de assistência de que o condutor necessita.

O consumo situa-se nos 4,9 litros/100 km, com emissões de CO2 de 129 g/km. Trata-se de uma melhoria de 15-18% no consumo comparativamente a versões alimentadas pela nossa versão diesel de 2,0 litros. O motor apresenta um débito de 109 cv e 240 Nm de binário.

Pode parecer um motor pequeno para veículos relativamente grandes como a V70, mas a expectativa é superada facilmente após durante alguns quilómetros com estes modelos. Podemos assegurar que não existem concessões quer nas características de condução quer no conforto, apesar da menor cilindrada.

Este modelo oferece uma boa performance e uma pegada ambiental muito reduzida – uma verdadeira aposta no segmento de empresas frotistas e também de Clientes particulares.

 Aqui temos o verdadeiro herói desta colecção de veículos ecológicos. O C30 com 99 g/Km  de CO2. Os  S40 e a V50 registam emissões de CO2 de apenas 104 g/km. Por outras palavras, enquadram-se no escalão de impostos mais baixo na Europa: 105 g de CO2/km. Isto foi alcançado através da introdução de uma avançada função Start/Stop.

A colecção ficou completa recentemente com o XC70 DRIVe. Á semelhança do XC60 DRIVe mantém a estética do irmão com tracção permanente, mas, mais amigo do ambiente. As emissões são abaixo do nível definido para este tipo de viaturas, 160 g/Km de CO2. Consumo de combinado de 6 l/100 Km tratatando-se de uma carrinha muito espaçosa, confortável e com um design apelativo sendo uma forte alternativa às carrinhas convencionais.

Estes automóveis não foram, naturalmente, optimizados para uma performance fulgurante em máxima aceleração. Concentrámos a nossa atenção em dotá-lo das melhores prestações a cerca de 50% da capacidade total do motor. Deste modo, uma velocidade de cruzeiro de 50, 70 e 90 km/h será recompensada com um baixo consumo. Uma condução que se mantenha nos 70 km/h significa que estarão a explorar talvez 10 ou 15 cv, não mais. Mas não chegarão aos valores indicados sem fazerem por isso. Se tentarem, prometemos que atingirão estes níveis de consumo ou que pelo menos andarão lá muito perto.

As empresas frotistas começaram a ter consciência que não podem apenas contabilizar os custos financeiros das suas viaturas. Sabem também que viaturas mais ecológicas aliviam o custo que têm com as suas viaturas – menores emissões implica naturalmente menores consumos.

  O planeta vai mais longe com um Volvo

 

DRIVe